domingo, 24 de mayo de 2009

CRISE BRASIL : REDUÇÃO DE INVESTIMENTOS

. Vale reduz em mais de um terço os investimentos de 2009. A Vale, segunda maior exportadora do país, reduziu em 37% seus investimentos anunciados para 2009 – de US$ 14,2 bilhões para US$ 9,03 bilhões. A mineradora diz que a revisão se deve à valorização do real, que reduziu seus custos e permitiu que fossem feitos aportes com menos dinheiro. Atrasos em licenças ambientais também teriam levado a um “stand-by” dos projetos. “A empresa não atribuiu à crise o corte de investimentos, mas é natural rever projetos em momentos de forte desaceleração do consumo global de minério de ferro”, diz a reportagem. Ainda mais quando a produção caiu 25,9% no primeiro trimestre de 2009, em comparação com os últimos três meses de 2008, por conta de uma “redução de demanda sem precedentes”, como informou a companhia.
5. Crise já abre brecha para corte na meta de inflaçãoO Valor Econômico (íntegra para assinantes) informa que o cenário de crise financeira global pode levar o Brasil a rever para baixo sua meta de inflação a partir de 2011 – há sete anos, levando em conta a projeção já feita até 2010, a meta está em 4,5%. O Conselho Monetário Nacional vai definir o patamar para 2011 no mês que vem, algo fundamental para o primeiro ano de mandato do governo pós-Lula. “A experiência de Israel, que aproveitou uma grave recessão no início da década para reduzir permanentemente seu patamar de inflação, é uma referência no debate dentro do governo”, diz a reportagem.
6. Emergentes podem sair da crise antes dos EUA, diz EconomistA respeitada revista britânica The Economist traz, na edição deste fim de semana, uma reportagem em que defende a tese do “descolamento”, segundo a qual os principais países emergentes (Brasil, China e Índia) podem se recobrar da crise financeira de uma forma mais rápida que os Estados Unidos. De acordo com a publicação, que reformulou uma teoria semelhante apresentada ainda em 2008, essas nações seriam menos dependentes do mercado americano do que se imaginava e estariam mais organizadas para contornar os problemas de outros parceiros. O principal exemplo é a China, que pode fechar o ano com um crescimento do PIB em torno de 8%.

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