Brasil perdeu 750 mil empregos em três meses, aponta Dieese Vinicius Konchinski Repórter da Agência Brasil
São Paulo - O mercado de trabalho nacional perdeu 750 mil vagas de emprego formal de dezembro a fevereiro, segundo um estudo divulgado hoje (23) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O levantamento da entidade mostra que a perda representa um corte de 2,3% do total de postos de trabalho do país e é um dos impactos da crise mundial na economia brasileira.
“Estes três meses [dezembro, janeiro e fevereiro] são, tradicionalmente, meses de ajustes sazonais no nível de emprego. Geralmente, temos mais demissões que contratações. Mas, este ano, a crise agravou a situação”, disse o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre, em entrevista à Agência Brasil.
Só em dezembro, por exemplo, a crise aumentou em 305 mil o número de demissões no país, de acordo com o Dieese. Nas previsões da entidade, o Brasil perderia 350 mil vagas de trabalho naquele mês. Porém, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acabou apontando um corte de 655 mil vagas.
O estudo do Dieese aponta ainda que boa parte das vagas eliminadas desde dezembro são do setor de agropecuária e da indústria de transformação, os mais prejudicados em termos percentuais. Só agropecuária demitiu 8,6% dos seus empregados durante esse período. Já a indústria de transformação demitiu 5%.
Silvestre afirmou, porém, que pelo menos uma parcela de todas essas demissões poderia ter sido evitada, independentemente do agravamento da crise no mundo ou no Brasil. Segundo ele, existe uma grande facilidade para se demitir no país e alguns empresários se aproveitam dessa facilidade para cortar mais vagas que o necessário.
“É difícil mensurar o que foram demissões causadas pela crise e o que foram ajustes antecipados promovidos pelos próprios empresários”, afirmou Silvestre, citando casos de companhias que anunciaram demissões em massa ao mesmo tempo que anunciaram um aumento de sua produção para 2009.
Silvestre disse que o corte desnecessário de vagas tem outro efeito negativo: a precarização do trabalho. Ele disse que o país, desde 2002, apresenta melhorias neste sentido, com o aumento do salário mínimo e do salário dos recém-contratados. Essas melhorias, porém, estão comprometidas pela crise e pela falta de regras rígidas sobre as demissões injustificadas.
De acordo com Silvestre, o Brasil deveria criar leis que impeçam as demissões em justa causa, assim como o previsto pela Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). "O custo da demissão já está embutido no custo do trabalhador. Enquanto não tivermos uma lei que iniba as demissões, vamos ter esta alta rotatividade
lunes, 27 de abril de 2009
PETROBRAS RECORD DE PRODUCCION EN MARZO
-->Petrobras bate recorde mensal na produção de petróleo e gás em março Nielmar de Oliveira Repórter da Agência Brasil ,24 de abril de 2009 .
Rio de Janeiro - A Petrobras bateu em março último o recorde de produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural), ao atingir a extração média de 2.315.276 barris/dia. O resultado chega a ser 9,5% superior ao volume produzido no mesmo mês do ano passado e 3% maior que a de fevereiro deste ano.
Isoladamente, a produção de petróleo nos campos do país atingiu os 1.991.934 barris/dia, superando em 10,6% a produção média de março de 2008 e em 2,7% a de fevereiro deste ano, também um resultado recorde na história da companhia.
Os dados foram divulgados hoje (24) pela estatal, que atribuiu o resultado ao crescimento da produção na Bacia de Campos, no norte fluminense, com a entrada em produção de novos poços em algumas áreas de produção. Com isso, houve um incremento da extração nas plataformas P-53, e FPSO Cidade de Niterói (ambas em Marlim Leste); e na P-54 (Roncador).
A Petrobras informou ainda que no dia 19 de março conseguiu extrair 2.042.559 barris – a maior produção já obtida em um único dia pela estatal.
Já a produção de gás natural dos campos nacionais atingiu em março 51.407 milhões de metros cúbicos diários, resultado ligeiramente superior aos 48.867 milhões de metros cúbicos diários produzidos em fevereiro de 2009. Os dados indicam que, somadas as produções dos campos da empresa no Brasil e no exterior, a produção total de petróleo e gás natural atingiu, em março último, a média diária de 2.537.873 barris de óleo equivalente (BOE) diários.
O resultado foi 8,5% maior que a produção de igual mês de 2008 e 4,3% acima do volume total extraído em fevereiro deste ano.
O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 222.597, 1,9% inferior ao volume produzido no mês anterior e 1% abaixo da produção de março de 2008.
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Rio de Janeiro - A Petrobras bateu em março último o recorde de produção de petróleo equivalente (petróleo e gás natural), ao atingir a extração média de 2.315.276 barris/dia. O resultado chega a ser 9,5% superior ao volume produzido no mesmo mês do ano passado e 3% maior que a de fevereiro deste ano.
Isoladamente, a produção de petróleo nos campos do país atingiu os 1.991.934 barris/dia, superando em 10,6% a produção média de março de 2008 e em 2,7% a de fevereiro deste ano, também um resultado recorde na história da companhia.
Os dados foram divulgados hoje (24) pela estatal, que atribuiu o resultado ao crescimento da produção na Bacia de Campos, no norte fluminense, com a entrada em produção de novos poços em algumas áreas de produção. Com isso, houve um incremento da extração nas plataformas P-53, e FPSO Cidade de Niterói (ambas em Marlim Leste); e na P-54 (Roncador).
A Petrobras informou ainda que no dia 19 de março conseguiu extrair 2.042.559 barris – a maior produção já obtida em um único dia pela estatal.
Já a produção de gás natural dos campos nacionais atingiu em março 51.407 milhões de metros cúbicos diários, resultado ligeiramente superior aos 48.867 milhões de metros cúbicos diários produzidos em fevereiro de 2009. Os dados indicam que, somadas as produções dos campos da empresa no Brasil e no exterior, a produção total de petróleo e gás natural atingiu, em março último, a média diária de 2.537.873 barris de óleo equivalente (BOE) diários.
O resultado foi 8,5% maior que a produção de igual mês de 2008 e 4,3% acima do volume total extraído em fevereiro deste ano.
O volume de petróleo e gás natural proveniente dos nove países onde a Petrobras mantém ativos de produção, em barris de óleo equivalente, chegou a 222.597, 1,9% inferior ao volume produzido no mês anterior e 1% abaixo da produção de março de 2008.
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INCREMENTO DE CONSUMO DE ENERGIA ELETRICA
Indústria aumenta consumo de energia elétrica em março Sabrina Craide Repórter da Agência Brasil
Brasília - O consumo de energia elétrica da indústria mostrou sinais de recuperação em março, com aumento de 6,2% em relação a fevereiro. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o crescimento é quase o dobro da taxa média verificada nos últimos anos.
No entanto, em comparação com março de 2008, o consumo industrial do último mês foi 10,5% menor.Na classe residencial, houve crescimento de 10,3% no consumo e, na comercial, de 8,6%.No total, o consumo de energia elétrica em março cresceu 5,2% em relação a fevereiro, somando 32,3 mil gigawatts. Em relação a março de 2008, houve decréscimo de 0,4%.Segundo a EPE, estes foram os melhores resultados verificados desde dezembro de 2008, quando o consumo total começou a se retrair.','').
Brasília - O consumo de energia elétrica da indústria mostrou sinais de recuperação em março, com aumento de 6,2% em relação a fevereiro. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o crescimento é quase o dobro da taxa média verificada nos últimos anos.
No entanto, em comparação com março de 2008, o consumo industrial do último mês foi 10,5% menor.Na classe residencial, houve crescimento de 10,3% no consumo e, na comercial, de 8,6%.No total, o consumo de energia elétrica em março cresceu 5,2% em relação a fevereiro, somando 32,3 mil gigawatts. Em relação a março de 2008, houve decréscimo de 0,4%.Segundo a EPE, estes foram os melhores resultados verificados desde dezembro de 2008, quando o consumo total começou a se retrair.','').
jueves, 9 de abril de 2009
JARAGUA DESAFIA A CRISE NO BRASIL
Jaraguá do Sul (SC) - Duas Rodas Industrial, do setor alimentício, prevê crescimento de 8% em seu faturamento neste ano, apesar da crise econômica Jaraguá do Sul (SC) - Um dos principais pólos industriais brasileiros está enfrentando a crise sem passar por fortes turbulências. É Jaraguá do Sul, um centro metal-mecânico, alimentício e têxtil situado no norte de Santa Catarina, a 182 quilômetros de Florianópolis. Com 7 mil empresas e uma população de 130 mil habitantes, o município vem conseguindo contornar os efeitos da desaceleração da economia com uma receita simples: dinamismo empresarial e investimentos na produção. Não por acaso, ele é responsável por cerca de 40% da produção industrial do estado.Embora a indústria tenha sido o primeiro segmento da economia brasileira a sentir os efeitos da crise financeira mundial, com redução brusca dos empréstimos bancários e das exportações, a atividade praticamente manteve o mesmo ritmo no município catarinense, que ostenta um Produto Interno Bruto (PIB) per capita anual superior a R$ 36 mil. "A crise afetou pouco as empresas da cidade", assinala o presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), Guido Jackson Bretzke. "A maioria das indústrias continua funcionando a pleno vapor", reforça."Aqui não costumamos aplicar no virtual e sim do real", emenda o diretor de Planejamento da prefeitura do município, Lauro Stoinski, alfinetando os empresários que trocaram a produção pela especulação financeira. Os investimentos das empresas locais, ressalta, sempre foram "o principal anticorpo da cidade para a crise." Mesmo assim, Jaraguá do Sul teve que ajustar seu parque industrial à nova realidade econômica global. Afinal, os ventos que sopraram dos Estados Unidos no segundo semestre do ano passado se espalharam por todo o mundo.Em Jaraguá do Sul, onde estão instaladas marcas conhecidas nos mercados nacional e internacional, como WEG, Malwee e Marisol, a readequação obrigou algumas plantas industriais a passar a produzir um pouco menos. Em alguns casos, segundo Bretzke, a queda das vendas chegou a ser considerada positiva. "Havia [na cidade] indústrias trabalhando numa margem muito próxima à capacidade máxima de produção e a diminuição da demanda resultou num equilíbrio maior em relação à oferta", lembra o presidente da Acijs.Nada, porém, que representasse risco aos compromissos assumidos anteriormente com seus clientes. Para dar conta das encomendas, empresas concorrentes se ajudaram e adotaram até mesmo estratégias conjuntas como empréstimos de matérias-primas ou parcerias. Além de mostrar o dinamismo empresarial desse município encravado no Vale do Itapocu, essas iniciativas também impediram que ele fosse contaminado pela onda de pessimismo que tomou conta de boa parte do setor produtivo.Graças a isso, Jaraguá - palavra de origem tupi-guarani que significa Senhor do Vale - tem empresas com previsão de crescimento em plena crise. Um exemplo é a Duas Rodas Industrial, que produz matérias-primas, como aromas, essências e flocos de frutas. A indústria teve aumento de 11,3% no faturamento em 2008 e prevê crescimento de 8% neste ano. "A crise nos atingiu pouco, porque o ramo de alimentos é o último a entrar nela e o primeiro a sair", diz seu diretor administrativo-financeiro, Jairo Becker.Com 1.350 empregados, dos quais 1.200 na unidade de Jaraguá do Sul, a Duas Rodas Industrial também serve para ilustrar outra decisão dos empresários desse município rodeado por morros e pontuado por nascentes de água: demissão, só em último caso. "Nossa última opção é reduzir a mão-de-obra, porque ela é treinada e resultante do alto grau de investimento", afirma o executivo da indústria de alimento.Acostumadas a mirar seus negócios no comércio exterior, as indústrias da cidade catarinense não demoraram em perceber que era preciso olhar mais para o mercado interno. "A entrada das classes C e D na faixa de consumo contribuiu para amenizar os efeitos da crise nessas empresas", acentua o presidente da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul. "As vendas para o mercado interno acabaram compensando as perdas”, observa Bretzke.No entanto, a busca de alternativas para vencer as dificuldades não conseguiu evitar que alguns segmentos da indústria de Jaraguá do Sul enfrentassem situações adversas. O setor metalúrgico, por exemplo, atravessa um período de maior ajuste. O sindicato da categoria contabiliza, em todo a cadeia produtiva, 1.069 demissões entre janeiro e fevereiro e a expectativa é que essa tendência continue em março.A WEG, fabricante de motores elétricos e uma das maiores multinacionais brasileiras, foi a empresa que mais demitiu na cidade. Dos seus 20 mil empregados, 14 mil trabalham nas duas unidades da WEG em Jaraguá do Sul. "A crise foi sentida, mas apesar dela prevemos um crescimento de 15% em 2009", informa o presidente da WEG, Harry Schmelzer.A solução encontrada pela WEG é a diversificação dos segmentos. "Algumas áreas sentiram os efeitos da crise, mas outras estão superaquecidas. Enquanto o setor seriado (eletrodomésticos) sofreu os efeitos maiores, o de equipamentos de grande porte, feitos sempre sob medida, está mais forte e sentindo menos a crise", explica Schmelzer.Grande empresa do setor têxtil, a Malwee registrou uma queda de 20% na produção em novembro e dezembro passado, mas conseguiu manter os empregos. "A crise nos preocupa, principalmente depois de termos sido tão prejudicados pela concorrência dos produtos chineses", reclama o gerente de marketing da Malwee, Wilmar Raboch.A readequação da indústria de Jaraguá não deverá, entretanto, ter grandes reflexos nos cofres do município no curto prazo. "A receita não foi afetada. Se compararmos a receita líquida do primeiro bimestre de 2009 com a de 2008, veremos que houve superávit de 5,5%, apesar de o governo ter diminuído a carga tributária", destaca o diretor de Planejamento da prefeitura. "Nossas contas estão perfeitamente equilibradas até abril", garante Stoinski.
LULA COBRARA OBRAS DEL PAC PARA ENFRENTAR LA CRISIS
Brasília - Presidente Lula durante reunião com ministros sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (9), durante reunião com ministros, que vai aos estados checar in loco o andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A afirmação é do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que participou do encontro.“O presidente, nessa primeira fase, deixou bastante claro seu envolvimento pessoal no acompanhamento das obras que estão ocorrendo no país, cobrando cronogramas, celeridade, e anunciando que vai começar um périplo pelos estados para checagem in loco do andamento das obras e a partir daí vai se reunir com áreas específicas para tratar de cada assunto determinado de obras do PAC”, afirmou.Geddel disse ainda que Lula afirmou que o PAC é um importante componente para o enfrentamento da crise internacional, gerando empregos. “Essa cobrança agora mostra claramente a preocupação que nós todos temos de ter, de trabalharmos conjuntamente para aquecermos a economia na medida em que o prazo de mandato vai se esgotando. Todos temos que nos preocupar em acelerar as obras”, disse.Além de Geddel, participam da reunião os ministros das Cidades, Marcio Fortes dos Transportes, Alfredo Nascimento; do Meio Ambiente, Carlos Minc; de Minas e Energia, Edison Lobão; da Defesa, Nelson Jobim; da Controladoria-Geral da União, Jorge Hage; e da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito. Estavam presentes também os presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli. ','').replace('','') -->
APORTE DE BRASIL AL FMI US$ 4,5 MIL MILLONES DE DOLARES
Brasil entrará para o grupo de credores do FMI com aporte de US$ 4,5 bilhões Stênio Ribeiro Repórter da Agência Brasil
Brasília - O Brasil passará a fazer parte do grupo de países credores do Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro da Fazenda anunciou hoje (9) que o país participará do Plano de Transações Financeiras (PTF) do fundo, com o aporte de uma cota de até US$ 4,5 bilhões.Em troca, o FMI emitirá, dentro de duas ou três semanas, títulos correspondentes em Direitos Especiais de Saques (SDR, na sigla em inglês) que vão fazer parte das reservas internacionais do país, com os respectivos rendimentos atribuídos ao dólar. A operação “não afeta as reservas brasileiras, que continuarão no mesmo patamar”, disse Mantega.Ele disse que dos 185 países filiados ao FMI, só 47 integram o PTF. Neste grupo, estão incluídas as nações que têm balanços de pagamentos e níveis de reservas internacionais suficientemente robustos, de acordo com avaliação trimestral do FMI.Mantega disse que o ingresso do Brasil no PTF tem significado especial nesse período difícil que atravessa a economia mundial. “Para nós é importante, porque isso mostra que o Brasil é considerado um país sólido e vamos contribuir para viabilizar crédito para os países emergentes”, acrescentou.De acordo com o ministro, o FMI reconhece que a economia brasileira preserva contas externas fortes em meio à mais grave crise financeira internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Ele ressaltou também que a participação brasileira no PTF indica a disposição do país de contribuir para o esforço coletivo de financiamento do FMI e de combate à crise global.Nota do Ministério da Fazenda explica que o PTF é o mecanismo básico pelo qual o fundo financia as operações de empréstimo. Os países que integram o PTF se dispõem a prover moedas de livre utilização internacional (dólares, euros, libras ou ienes) até o limite de sua quota. Na prática, os montantes fornecidos são inferiores às quotas.Mantega não sabe quanto o FMI solicitará ao Brasil. “Estamos apenas dizendo sim, nós concordamos em entrar nesse clube de países credores, e se o Fundo precisar, faremos o aporte.” A inclusão formal do país no PTF deve ocorrer ainda este mês e o Brasil passará para a lista de credores potenciais do fundo a partir de 1º de maio.
Brasília - O Brasil passará a fazer parte do grupo de países credores do Fundo Monetário Internacional (FMI). O ministro da Fazenda anunciou hoje (9) que o país participará do Plano de Transações Financeiras (PTF) do fundo, com o aporte de uma cota de até US$ 4,5 bilhões.Em troca, o FMI emitirá, dentro de duas ou três semanas, títulos correspondentes em Direitos Especiais de Saques (SDR, na sigla em inglês) que vão fazer parte das reservas internacionais do país, com os respectivos rendimentos atribuídos ao dólar. A operação “não afeta as reservas brasileiras, que continuarão no mesmo patamar”, disse Mantega.Ele disse que dos 185 países filiados ao FMI, só 47 integram o PTF. Neste grupo, estão incluídas as nações que têm balanços de pagamentos e níveis de reservas internacionais suficientemente robustos, de acordo com avaliação trimestral do FMI.Mantega disse que o ingresso do Brasil no PTF tem significado especial nesse período difícil que atravessa a economia mundial. “Para nós é importante, porque isso mostra que o Brasil é considerado um país sólido e vamos contribuir para viabilizar crédito para os países emergentes”, acrescentou.De acordo com o ministro, o FMI reconhece que a economia brasileira preserva contas externas fortes em meio à mais grave crise financeira internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Ele ressaltou também que a participação brasileira no PTF indica a disposição do país de contribuir para o esforço coletivo de financiamento do FMI e de combate à crise global.Nota do Ministério da Fazenda explica que o PTF é o mecanismo básico pelo qual o fundo financia as operações de empréstimo. Os países que integram o PTF se dispõem a prover moedas de livre utilização internacional (dólares, euros, libras ou ienes) até o limite de sua quota. Na prática, os montantes fornecidos são inferiores às quotas.Mantega não sabe quanto o FMI solicitará ao Brasil. “Estamos apenas dizendo sim, nós concordamos em entrar nesse clube de países credores, e se o Fundo precisar, faremos o aporte.” A inclusão formal do país no PTF deve ocorrer ainda este mês e o Brasil passará para a lista de credores potenciais do fundo a partir de 1º de maio.
miércoles, 8 de abril de 2009
CRISE ECONOMICA COMPLICA EL PIM DE MANAUS
Indicadores do PIM refletem crise econômica internacional
Hudson Braga
O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) no primeiro mês do ano foi de US$ 1,391 bilhão, resultado 36,7% menor que o verificado no mesmo período de 2008 (US$ 2,198 bilhões). Tendo como referência a moeda brasileira, o faturamento do Polo em janeiro foi de R$ 3,211 bilhões, o que representa uma queda menor: 17,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações também seguiram o mesmo patamar de queda do faturamento em dólar (-38,22%), passando de US$ 92,755 milhões para US$ 57,308 milhões. Já os empregos, estes saíram de 101.150 em dezembro para 94.543 em janeiro desse ano, segundo dados fornecidos por 387 empresas das 420 pesquisadas – o PIM tem cerca de 550 fábricas. Os indicadores do PIM, divulgados nesta quinta-feira (dia 12) pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), refletem os efeitos da crise econômica internacional, que restringiu o crédito ao consumidor e a efetivação de novos investimentos. Devido ao elevado valor agregado dos principais produtos do parque fabril da Capital do Amazonas, a queda nas vendas financiadas afetaram diretamente o desempenho do PIM. A produção de motocicletas, motonetas e ciclomotores, por exemplo, caiu 58,38%, de 204.779 unidades em janeiro do ano passado para 85.232 unidades no primeiro mês desse ano. O superintendente em exercício da SUFRAMA, Oldemar Ianck, observa, entretanto, que a quantidade vendida (107.167 unidades) pelos fabricantes nesse mesmo mês foi maior que a produzida. “Continuamos monitorando o desempenho do PIM, trabalhando na melhoria de Processos Produtivos Básicos (PPBs) e subsidiando os governos em ações que visam fortalecer a indústria”, ressalta Ianck. Na semana passada, durante a reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS), o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, afirmou que o Governo Federal continuará empenhado em manter a economia aquecida. Segundo ele, essa preocupação se dá não só com o polo de duas rodas e de eletroeletrônicos, os maiores do PIM, mas com todos os segmentos produtivos. Na mesma ocasião, o governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga, que tem mantido estreita relação com a equipe econômica e com o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou estar ansioso pelo anúncio de novas medidas federais de desoneração da atividade produtiva, a exemplo do que foi feito com relação ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a compra de motos. Agora, a expectativa é com relação ao PIS/Cofins.
Resultados positivosApesar da retração do consumo, determinadas linhas de produtos, que vinham em forte expansão, continuaram em alta em janeiro. É o caso dos televisores da nova geração tecnológica. A produção de TVs com tela de plasma aumentou 134,56% (de 10.879 para 25.518 unidades, com vendas chegando a 36.162 em janeiro desse ano) e a de cristal líquido (LCD) passou de 109.525 para 244.101 no mesmo período analisado, conferindo uma alta de 122,87%. Os fabricantes de unidades evaporadoras para condicionadores de ar split system registraram em janeiro produção 460,03% maior (salto de 2.662 para 14.908 aparelhos), os de fornos de microondas produziram 43,67% a mais (passando de 144.572 para 207.708 unidades). Já as linhas de câmeras fotográficas digitais tiveram incremento de 70,72%, passando de 99.958 máquinas em janeiro de 2008 para 170.649 em janeiro deste ano.
Hudson Braga
O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) no primeiro mês do ano foi de US$ 1,391 bilhão, resultado 36,7% menor que o verificado no mesmo período de 2008 (US$ 2,198 bilhões). Tendo como referência a moeda brasileira, o faturamento do Polo em janeiro foi de R$ 3,211 bilhões, o que representa uma queda menor: 17,69% em relação ao mesmo mês do ano passado. As exportações também seguiram o mesmo patamar de queda do faturamento em dólar (-38,22%), passando de US$ 92,755 milhões para US$ 57,308 milhões. Já os empregos, estes saíram de 101.150 em dezembro para 94.543 em janeiro desse ano, segundo dados fornecidos por 387 empresas das 420 pesquisadas – o PIM tem cerca de 550 fábricas. Os indicadores do PIM, divulgados nesta quinta-feira (dia 12) pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), refletem os efeitos da crise econômica internacional, que restringiu o crédito ao consumidor e a efetivação de novos investimentos. Devido ao elevado valor agregado dos principais produtos do parque fabril da Capital do Amazonas, a queda nas vendas financiadas afetaram diretamente o desempenho do PIM. A produção de motocicletas, motonetas e ciclomotores, por exemplo, caiu 58,38%, de 204.779 unidades em janeiro do ano passado para 85.232 unidades no primeiro mês desse ano. O superintendente em exercício da SUFRAMA, Oldemar Ianck, observa, entretanto, que a quantidade vendida (107.167 unidades) pelos fabricantes nesse mesmo mês foi maior que a produzida. “Continuamos monitorando o desempenho do PIM, trabalhando na melhoria de Processos Produtivos Básicos (PPBs) e subsidiando os governos em ações que visam fortalecer a indústria”, ressalta Ianck. Na semana passada, durante a reunião do Conselho de Administração da SUFRAMA (CAS), o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, afirmou que o Governo Federal continuará empenhado em manter a economia aquecida. Segundo ele, essa preocupação se dá não só com o polo de duas rodas e de eletroeletrônicos, os maiores do PIM, mas com todos os segmentos produtivos. Na mesma ocasião, o governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga, que tem mantido estreita relação com a equipe econômica e com o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou estar ansioso pelo anúncio de novas medidas federais de desoneração da atividade produtiva, a exemplo do que foi feito com relação ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a compra de motos. Agora, a expectativa é com relação ao PIS/Cofins.
Resultados positivosApesar da retração do consumo, determinadas linhas de produtos, que vinham em forte expansão, continuaram em alta em janeiro. É o caso dos televisores da nova geração tecnológica. A produção de TVs com tela de plasma aumentou 134,56% (de 10.879 para 25.518 unidades, com vendas chegando a 36.162 em janeiro desse ano) e a de cristal líquido (LCD) passou de 109.525 para 244.101 no mesmo período analisado, conferindo uma alta de 122,87%. Os fabricantes de unidades evaporadoras para condicionadores de ar split system registraram em janeiro produção 460,03% maior (salto de 2.662 para 14.908 aparelhos), os de fornos de microondas produziram 43,67% a mais (passando de 144.572 para 207.708 unidades). Já as linhas de câmeras fotográficas digitais tiveram incremento de 70,72%, passando de 99.958 máquinas em janeiro de 2008 para 170.649 em janeiro deste ano.
CRISE - DISMINUIR EL IPI TAMBIEN PARA LOS ELECTRODOMESTICOS
Governo estuda prolongar IPI menor para carros e estender a eletrodomésticos
MÁRCIO FALCÃOda Folha Online, em Brasília
O governo deve anunciar novas medidas de combate à crise financeira. Entre elas, está em estudo a prorrogação da redução das alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automobilística, além da inclusão de novos produtos como geladeiras e fogões.
Na reunião da coordenação política desta terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dados positivos sobre a recuperação da economia brasileira diante da crise financeira internacional. Segundo relato dos ministros que participaram do encontro, a avaliação é de que o governo adotou as medidas certas para enfrentar a crise, mas que ainda novas ações devem ser adotadas.
"A conclusão que se chega é que todos têm a consciência de que o governo tomou as medidas necessárias na hora correta. Todas as medidas já foram tomadas? Não, algumas ainda precisarão ser tomadas", disse.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse que o governo está consciente de que não pode tratar com "desdém" a crise. Ele afirmou que a expectativa do governo é de que o país deixe a crise antes de todo mundo.
"Devemos continuar com as mesmas preocupações, sem tratar a crise com desdém, sem desrespeito. Evidentemente somos otimistas, o quadro do Brasil é super favorável, dentro do quadro que o mundo vive e temos certeza de que se nós entramos na crise depois de todo o mundo, vamos sair antes de todo mundo".
A cúpula do governo ficou entusiasmada com uma pesquisa que o ministro da Fazenda apresentou mostrando que investidores de todo mundo apontam o Brasil como o segundo melhor mercado para aplicação de recursos. A economia brasileira perde apenas para a China. "Isso significa que o mundo olha pra nós como terra de bons investimentos e vão nós ajudar a gerar os empregos que precisamos", afirmou.
Social
Ficou acertada ainda uma reunião do governo com um grupo de empresários para tratar da política social. A ideia é mostrar como ocorreu o fortalecimento do mercado interno.
"Vamos reunir o empresariado brasileiro para dizer onde está este fortalecimento, como isso aconteceu, como isso foi gerado, como houve uma movimentação das classes sociais mais baixas para as superiores", disse.
MÁRCIO FALCÃOda Folha Online, em Brasília
O governo deve anunciar novas medidas de combate à crise financeira. Entre elas, está em estudo a prorrogação da redução das alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a indústria automobilística, além da inclusão de novos produtos como geladeiras e fogões.
Na reunião da coordenação política desta terça-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva dados positivos sobre a recuperação da economia brasileira diante da crise financeira internacional. Segundo relato dos ministros que participaram do encontro, a avaliação é de que o governo adotou as medidas certas para enfrentar a crise, mas que ainda novas ações devem ser adotadas.
"A conclusão que se chega é que todos têm a consciência de que o governo tomou as medidas necessárias na hora correta. Todas as medidas já foram tomadas? Não, algumas ainda precisarão ser tomadas", disse.
O ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, disse que o governo está consciente de que não pode tratar com "desdém" a crise. Ele afirmou que a expectativa do governo é de que o país deixe a crise antes de todo mundo.
"Devemos continuar com as mesmas preocupações, sem tratar a crise com desdém, sem desrespeito. Evidentemente somos otimistas, o quadro do Brasil é super favorável, dentro do quadro que o mundo vive e temos certeza de que se nós entramos na crise depois de todo o mundo, vamos sair antes de todo mundo".
A cúpula do governo ficou entusiasmada com uma pesquisa que o ministro da Fazenda apresentou mostrando que investidores de todo mundo apontam o Brasil como o segundo melhor mercado para aplicação de recursos. A economia brasileira perde apenas para a China. "Isso significa que o mundo olha pra nós como terra de bons investimentos e vão nós ajudar a gerar os empregos que precisamos", afirmou.
Social
Ficou acertada ainda uma reunião do governo com um grupo de empresários para tratar da política social. A ideia é mostrar como ocorreu o fortalecimento do mercado interno.
"Vamos reunir o empresariado brasileiro para dizer onde está este fortalecimento, como isso aconteceu, como isso foi gerado, como houve uma movimentação das classes sociais mais baixas para as superiores", disse.
O RANKING DOS BANCOS DO BRASIL NA CRISE lideram ranking das marcas mais valiosas do Brasil
Bancos lideram ranking das marcas mais valiosas do Brasil , da Folha Online
Três bancos lideram o ranking das 110 marcas mais valiosas do Brasil. O Bradesco é o primeiro seguido por Itaú e Banco do Brasil, aponta a pesquisa da consultoria Brand Finance divulgada nesta terça-feira. Líder também no ano passado, a marca Bradesco encerrou o ano passado avaliada em R$ 16,265 bilhões. O Itaú ficou em segundo, com sua marca avaliada em R$ 11,814 bilhões, e o Banco do Brasil em terceiro, avaliado em R$ 7,415 bilhões. Em relação ao ano anterior (2007), o Itaú subiu quatro posições, enquanto o BB caiu uma.
Outros bancos no ranking são a Caixa Econômica Federal (de 35ª para a 17ª posição), Real subiu nove posições (37ª para 28ª), Unibanco (41ª para 31ª), Santander (44ª para 25ª) e HSBC (44ª para o 46ª). A Nossa Caixa foi a única instituição que recuou, indo da 69ª posição para a 76ª, e o Banrisul foi o único que estreou na listagem, na 107ª colocação.
A marca da Petrobras, empresa de capital aberto (ações em Bolsa) com maior valor de mercado, subiu da oitava para a sétima posição, avaliada em R$ 5,904 bilhões. A Vale foi do 16º para o 11º lugar (R$ 4,086 bilhões).
Em sua pesquisa, a Brand Finance considera dados de 5.150 pessoas em todo o território nacional. Integram o levantamento indicadores como produtos/serviços, preço, marketing e comunicação, governança corporativa e responsabilidade socioambiental, serviços ao consumidor e canal de distribuição. Para o índice final, a pesquisa considerou ainda a eficiência, margem operacional, rentabilidade, resultado líquido, patrimônio líquido e Ebitda.
Veja o ranking das dez marcas mais valiosas: Bradesco - R$ 16,265 bilhões , Itaú - R$ 11,814 bilhões ; Banco do Brasil - R$ 7,415 bilhões ; Volkswagen - R$ 6,629 bilhões ;AmBev - R$ 6,398 bilhões ;Vivo - R$ 5,934 bilhões ;Petrobras - R$ 5,904 bilhões ;General Motors / Chevrolet - R$ 5,874 bilhões Oi / Telemar - R$ 5,474 bilhões ,Fiat - R$ 5,075 bilhões
Três bancos lideram o ranking das 110 marcas mais valiosas do Brasil. O Bradesco é o primeiro seguido por Itaú e Banco do Brasil, aponta a pesquisa da consultoria Brand Finance divulgada nesta terça-feira. Líder também no ano passado, a marca Bradesco encerrou o ano passado avaliada em R$ 16,265 bilhões. O Itaú ficou em segundo, com sua marca avaliada em R$ 11,814 bilhões, e o Banco do Brasil em terceiro, avaliado em R$ 7,415 bilhões. Em relação ao ano anterior (2007), o Itaú subiu quatro posições, enquanto o BB caiu uma.
Outros bancos no ranking são a Caixa Econômica Federal (de 35ª para a 17ª posição), Real subiu nove posições (37ª para 28ª), Unibanco (41ª para 31ª), Santander (44ª para 25ª) e HSBC (44ª para o 46ª). A Nossa Caixa foi a única instituição que recuou, indo da 69ª posição para a 76ª, e o Banrisul foi o único que estreou na listagem, na 107ª colocação.
A marca da Petrobras, empresa de capital aberto (ações em Bolsa) com maior valor de mercado, subiu da oitava para a sétima posição, avaliada em R$ 5,904 bilhões. A Vale foi do 16º para o 11º lugar (R$ 4,086 bilhões).
Em sua pesquisa, a Brand Finance considera dados de 5.150 pessoas em todo o território nacional. Integram o levantamento indicadores como produtos/serviços, preço, marketing e comunicação, governança corporativa e responsabilidade socioambiental, serviços ao consumidor e canal de distribuição. Para o índice final, a pesquisa considerou ainda a eficiência, margem operacional, rentabilidade, resultado líquido, patrimônio líquido e Ebitda.
Veja o ranking das dez marcas mais valiosas: Bradesco - R$ 16,265 bilhões , Itaú - R$ 11,814 bilhões ; Banco do Brasil - R$ 7,415 bilhões ; Volkswagen - R$ 6,629 bilhões ;AmBev - R$ 6,398 bilhões ;Vivo - R$ 5,934 bilhões ;Petrobras - R$ 5,904 bilhões ;General Motors / Chevrolet - R$ 5,874 bilhões Oi / Telemar - R$ 5,474 bilhões ,Fiat - R$ 5,075 bilhões
CRISE BRASIL - MUDANÇA DE PRESIDENTE DO BB
Novo presidente do BB assume com obrigação de aumentar crédito e cortar juro
EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília Atualizado às 13h52.
Como antecipado pela Folha, o novo presidente do Banco do Brasil será Aldemir Bendine, 45, que assume o cargo no dia 23 de abril. Funcionário de carreira e ligado ao PT, Bendine ficará no lugar de Antônio Francisco de Lima Neto e terá o compromisso de aumentar o volume de crédito do banco e reduzir o "spread" e os juros bancários. O ministro Guido Mantega (Fazenda) oficializou no início da tarde desta quarta-feira a troca no comando do Banco do Brasil.
Divulgação O vice da área de Cartões, Aldemir Bendine, assumiu a presidência do Banco do Brasil "O Aldemir Bendine assume com um contrato de gestão em que vai se comprometer a agilizar a liberação de crédito, concorrer com os grandes bancos e incorporar novos clientes, aproveitando essa vantagem que tem o Brasil em relação a outros países", disse Mantega.
"Vamos perseguir metas de volume de crédito, ganhar 'market share' [espaço no mercado] em relação aos outros bancos. Para isso, você tem de continuar o que está fazendo, que é baixar as taxas de juros", disse o ministro.
Mantega afirmou que Lima Neto já havia pedido para deixar o cargo há algumas semanas. Ele irá agora assumir outro cargo dentro do BB. Afirmou também que não está sendo cogitada nenhuma mudança na Caixa Econômica Federal. Lima Neto, por sua vez, negou que tenha sido pressionado para deixar o comando da instituição. "Não houve pressão. Terminamos um ciclo", disse Lima Neto. O ministro também negou que haja motivação política na troca. "Não se pode falar em ingerência política. O maior acionista é o governo. Os critérios são os mesmos de quando eu escolhi o Lima Neto, por suas qualidade e aptidões."
Juros altos
O anúncio da mudança, relacionada à queda nos juros cobrados pela instituição, provocou baixa nas ações do BB negociadas na Bolsa. O ministro afirmou que "os acionistas podem ficar tranqüilos, pois a instituição vai continuar dando lucro.
Rogerio Cassimiro/Folha Imagem
Lima Neto (foto) esteve à frente da compra do Nossa Caixa pelo BB no final de 2008
"Vamos aumentar os volumes de crédito, mas dentro dos padrões de segurança. Acho que somos às vezes até mais rigorosos do que o setor privado. Vamos manter essas práticas de segurança, porém vamos aumentar o crédito e disputar com os outros bancos para ver se nós baixamos o spread no país. O banco vai ganhar com um volume maior de crédito."
O novo presidente do BB afirmou que não possui vinculação com nenhum partido político. "Não sou filiado ao PT e não tenho nenhuma vinculação partidária."
Ele disse também que irá trabalhar para acelerar a queda dos juros praticados pela instituição. "Quanto à questão dos juros, isso é algo estabelecido. Vamos combater, com a queda do spread e o aumento do volume", disse o novo presidente do BB.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fazer a troca porque estava insatisfeito com o trabalho de Lima Neto, que assumiu o cargo em dezembro de 2006. Lula vem pressionando as diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal desde o ano passado para reduzir juros e o "spread" bancário --diferença entre o custo de captação do dinheiro e a taxa cobrada nos empréstimos aos clientes.
Hoje, Lula disse que a queda dos juros é sua "obsessão" e que isso pode ter influenciado a troca no BB.
"A redução do 'spread' bancário, neste momento, é uma obsessão. O Guido Mantega [ministro da Fazenda] sabe disso, o Banco do Brasil e a Caixa sabem disso", afirmou Lula. "Não há nenhuma necessidade de o 'spread' bancário ter subido tanto no Brasil de julho pra cá. Estamos numa fase em que o Banco Central e a Fazenda estão estudando isso e, obviamente, quem tem bancos públicos, como tem o Brasil, pode começar essa tarefa de reduzir as taxas."
EDUARDO CUCOLO da Folha Online, em Brasília Atualizado às 13h52.
Como antecipado pela Folha, o novo presidente do Banco do Brasil será Aldemir Bendine, 45, que assume o cargo no dia 23 de abril. Funcionário de carreira e ligado ao PT, Bendine ficará no lugar de Antônio Francisco de Lima Neto e terá o compromisso de aumentar o volume de crédito do banco e reduzir o "spread" e os juros bancários. O ministro Guido Mantega (Fazenda) oficializou no início da tarde desta quarta-feira a troca no comando do Banco do Brasil.
Divulgação O vice da área de Cartões, Aldemir Bendine, assumiu a presidência do Banco do Brasil "O Aldemir Bendine assume com um contrato de gestão em que vai se comprometer a agilizar a liberação de crédito, concorrer com os grandes bancos e incorporar novos clientes, aproveitando essa vantagem que tem o Brasil em relação a outros países", disse Mantega.
"Vamos perseguir metas de volume de crédito, ganhar 'market share' [espaço no mercado] em relação aos outros bancos. Para isso, você tem de continuar o que está fazendo, que é baixar as taxas de juros", disse o ministro.
Mantega afirmou que Lima Neto já havia pedido para deixar o cargo há algumas semanas. Ele irá agora assumir outro cargo dentro do BB. Afirmou também que não está sendo cogitada nenhuma mudança na Caixa Econômica Federal. Lima Neto, por sua vez, negou que tenha sido pressionado para deixar o comando da instituição. "Não houve pressão. Terminamos um ciclo", disse Lima Neto. O ministro também negou que haja motivação política na troca. "Não se pode falar em ingerência política. O maior acionista é o governo. Os critérios são os mesmos de quando eu escolhi o Lima Neto, por suas qualidade e aptidões."
Juros altos
O anúncio da mudança, relacionada à queda nos juros cobrados pela instituição, provocou baixa nas ações do BB negociadas na Bolsa. O ministro afirmou que "os acionistas podem ficar tranqüilos, pois a instituição vai continuar dando lucro.
Rogerio Cassimiro/Folha Imagem
Lima Neto (foto) esteve à frente da compra do Nossa Caixa pelo BB no final de 2008
"Vamos aumentar os volumes de crédito, mas dentro dos padrões de segurança. Acho que somos às vezes até mais rigorosos do que o setor privado. Vamos manter essas práticas de segurança, porém vamos aumentar o crédito e disputar com os outros bancos para ver se nós baixamos o spread no país. O banco vai ganhar com um volume maior de crédito."
O novo presidente do BB afirmou que não possui vinculação com nenhum partido político. "Não sou filiado ao PT e não tenho nenhuma vinculação partidária."
Ele disse também que irá trabalhar para acelerar a queda dos juros praticados pela instituição. "Quanto à questão dos juros, isso é algo estabelecido. Vamos combater, com a queda do spread e o aumento do volume", disse o novo presidente do BB.
Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu fazer a troca porque estava insatisfeito com o trabalho de Lima Neto, que assumiu o cargo em dezembro de 2006. Lula vem pressionando as diretorias do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal desde o ano passado para reduzir juros e o "spread" bancário --diferença entre o custo de captação do dinheiro e a taxa cobrada nos empréstimos aos clientes.
Hoje, Lula disse que a queda dos juros é sua "obsessão" e que isso pode ter influenciado a troca no BB.
"A redução do 'spread' bancário, neste momento, é uma obsessão. O Guido Mantega [ministro da Fazenda] sabe disso, o Banco do Brasil e a Caixa sabem disso", afirmou Lula. "Não há nenhuma necessidade de o 'spread' bancário ter subido tanto no Brasil de julho pra cá. Estamos numa fase em que o Banco Central e a Fazenda estão estudando isso e, obviamente, quem tem bancos públicos, como tem o Brasil, pode começar essa tarefa de reduzir as taxas."
A CRISE DO BRASIL - DESONERA MATERIAL DA CONSTRUÇÃO
Governo prorroga IPI reduzido para carros e desonera material de construção
O governo federal anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo por mais três meses --o benefício valeria até amanhã--, mas com a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras, conforme antecipado pela Folha. Entre outras medidas, o governo também anunciou benefícios para motocicletas e materiais de construção e, como compensação, elevou a tributação sobre os cigarros.
As montadoras, porém, estão livres para implementar programas de demissão voluntária --como feito pela Ford na última semana-- e demitir trabalhadores temporários ao final de seus contratos.
Segundo o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, sem a medida, haveria uma queda de 30% nas vendas de veículos no segundo trimestre. Após a redução do IPI, as vendas de veículos se recuperaram da forte queda vista no fim do ano passado. Na primeira quinzena deste mês, as vendas de automóveis e comerciais leves registraram alta de 5,31%. Apesar disso, mais de 4.700 empregos foram cortados no setor.
Além das montadoras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que construção tamos materiais de bém terão alíquotas menores de IPI. Haverá isenção para a compra de revestimentos, vernizes, tintas, cimento, pias, louças de banheiro, rede e grade de aço, chuveiro, fechaduras e dobradiças, entre outros itens. Outros produtos tiveram apenas redução, como massa de vidraceiro, cujo IPI foi de 10% para 2%.
Além disso, foi modificado o regime de tributação para a construção civil (congrega os impostos: IR, CSLL, PIS e Cofins), aplicado às construtoras, com redução de 7% para 6%. Caso a construtora esteja no programa de habitação do governo, a redução vai a 1%.
Outra medida é o benefício fiscal para motocicletas, que teve redução de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) de 3% para zero.
Para compensar, ao menos parcialmente, a perda de arrecadação com a desoneração fiscal, o governo vai elevar o IPI e a Cofins sobre os cigarros. Segundo Mantega, o produto ficará entre 20% e 25% mais caro.
A previsão de renúncia fiscal com essas medidas é de R$ 1,5 bilhão. O governo espera recuperar esse valor totalmente com o aumento do imposto sobre cigarros.
O anúncio de hoje feito em São Paulo, que contou com a presença do vice-presidente, José Alencar, complementa o pacote habitacional lançado na semana passada pelo governo, que prevê construir 400 mil casas para a baixa renda e facilitar os empréstimos imobiliários para quem recebe entre três e dez salários mínimos.
Manaus
Mantega informou ainda que o governo, por decreto, ampliou a lista dos setores considerados prioritários na área da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) --têm isenção de IR (Imposto de Renda) de pessoas jurídicas. Foram beneficiadas as empresas de papel e celulose, desde que tenham projeto de reflorestamento, material descartável (barbeadores, canetas, lápis, lapiseiras), brinquedos, relógios e materiais óticos.
As medidas foram assinadas pelo presidente em exercício, José Alencar, e serão publicadas no "Diário Oficial da União" na terça-feira. Elas entram em vigor amanhã, com exceção das tarifas sobre cigarro, que passam a valer em maio.
Veículos
Os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) têm taxa zero (a original é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%.
MATERIAL REDUÇÃO DO IPI Cimentos aplicados na construção 4% para 0%
Tintas e vernizes dos tipos aplicado na construção 5% para 0%
Massa de vidraceiro 10% para 2% ;Indutos utilizados em pintura 5% para 2%
Revestimentos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria 5% para 0%
Aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos 10% para 5%
Argamassas e concretos para construção 5% para 0%
Banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico 5% para 0%
Assentos e tampas, de sanitários de plástico 5% para 0%
Caixas de descarga e artigos semelhantes para usos sanitários ou higiênicos, de plásticos
5% para 0%
Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários, caixas de descarga, mictórios de porcelana 5% para 0%
Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês de cerâmica 5% para 0%
Grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada 5% para 0%
Outras grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada 5% para 0% ;Pias e lavatórios, de aços inoxidáveis 5% para 0%
Outras fechaduras; ferrolhos 5% para 0% Partes Cadeados, fechaduras e ferrolhos 5% para 0%
Dobradiças de qualquer tipo (incluídos os gonzos e as charneiras) 5% para 0%
Outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções 10% para 5%
Válvulas para escoamento5% para 0% ;Outros dispositivos dos tipos utilizados em banheiros ou cozinhas 5% para 0% ;Disjuntores 15% para 10%; Chuveiro elétrico
O governo federal anunciou nesta segunda-feira a prorrogação do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para o setor automotivo por mais três meses --o benefício valeria até amanhã--, mas com a contrapartida da manutenção dos empregos pelas montadoras, conforme antecipado pela Folha. Entre outras medidas, o governo também anunciou benefícios para motocicletas e materiais de construção e, como compensação, elevou a tributação sobre os cigarros.
As montadoras, porém, estão livres para implementar programas de demissão voluntária --como feito pela Ford na última semana-- e demitir trabalhadores temporários ao final de seus contratos.
Segundo o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, sem a medida, haveria uma queda de 30% nas vendas de veículos no segundo trimestre. Após a redução do IPI, as vendas de veículos se recuperaram da forte queda vista no fim do ano passado. Na primeira quinzena deste mês, as vendas de automóveis e comerciais leves registraram alta de 5,31%. Apesar disso, mais de 4.700 empregos foram cortados no setor.
Além das montadoras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que construção tamos materiais de bém terão alíquotas menores de IPI. Haverá isenção para a compra de revestimentos, vernizes, tintas, cimento, pias, louças de banheiro, rede e grade de aço, chuveiro, fechaduras e dobradiças, entre outros itens. Outros produtos tiveram apenas redução, como massa de vidraceiro, cujo IPI foi de 10% para 2%.
Além disso, foi modificado o regime de tributação para a construção civil (congrega os impostos: IR, CSLL, PIS e Cofins), aplicado às construtoras, com redução de 7% para 6%. Caso a construtora esteja no programa de habitação do governo, a redução vai a 1%.
Outra medida é o benefício fiscal para motocicletas, que teve redução de Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) de 3% para zero.
Para compensar, ao menos parcialmente, a perda de arrecadação com a desoneração fiscal, o governo vai elevar o IPI e a Cofins sobre os cigarros. Segundo Mantega, o produto ficará entre 20% e 25% mais caro.
A previsão de renúncia fiscal com essas medidas é de R$ 1,5 bilhão. O governo espera recuperar esse valor totalmente com o aumento do imposto sobre cigarros.
O anúncio de hoje feito em São Paulo, que contou com a presença do vice-presidente, José Alencar, complementa o pacote habitacional lançado na semana passada pelo governo, que prevê construir 400 mil casas para a baixa renda e facilitar os empréstimos imobiliários para quem recebe entre três e dez salários mínimos.
Manaus
Mantega informou ainda que o governo, por decreto, ampliou a lista dos setores considerados prioritários na área da Sudam (Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia) --têm isenção de IR (Imposto de Renda) de pessoas jurídicas. Foram beneficiadas as empresas de papel e celulose, desde que tenham projeto de reflorestamento, material descartável (barbeadores, canetas, lápis, lapiseiras), brinquedos, relógios e materiais óticos.
As medidas foram assinadas pelo presidente em exercício, José Alencar, e serão publicadas no "Diário Oficial da União" na terça-feira. Elas entram em vigor amanhã, com exceção das tarifas sobre cigarro, que passam a valer em maio.
Veículos
Os carros populares até 1.000 cilindradas (tanto álcool quanto gasolina) têm taxa zero (a original é de 7%), os de 1.000 cilindradas a 2.000 cilindradas, à gasolina, têm redução de 13% para 6,5%, e os flex ou álcool, de 11% para 5,5%.
MATERIAL REDUÇÃO DO IPI Cimentos aplicados na construção 4% para 0%
Tintas e vernizes dos tipos aplicado na construção 5% para 0%
Massa de vidraceiro 10% para 2% ;Indutos utilizados em pintura 5% para 2%
Revestimentos não refratários do tipo dos utilizados em alvenaria 5% para 0%
Aditivos preparados para cimentos, argamassas ou concretos 10% para 5%
Argamassas e concretos para construção 5% para 0%
Banheiras, boxes para chuveiros, pias e lavatórios de plástico 5% para 0%
Assentos e tampas, de sanitários de plástico 5% para 0%
Caixas de descarga e artigos semelhantes para usos sanitários ou higiênicos, de plásticos
5% para 0%
Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês, sanitários, caixas de descarga, mictórios de porcelana 5% para 0%
Pias, lavatórios, colunas para lavatórios, banheiras, bidês de cerâmica 5% para 0%
Grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada 5% para 0%
Outras grades e redes de aço, não revestidas, para estruturas ou obras de concreto armado ou argamassa armada 5% para 0% ;Pias e lavatórios, de aços inoxidáveis 5% para 0%
Outras fechaduras; ferrolhos 5% para 0% Partes Cadeados, fechaduras e ferrolhos 5% para 0%
Dobradiças de qualquer tipo (incluídos os gonzos e as charneiras) 5% para 0%
Outras guarnições, ferragens e artigos semelhantes para construções 10% para 5%
Válvulas para escoamento5% para 0% ;Outros dispositivos dos tipos utilizados em banheiros ou cozinhas 5% para 0% ;Disjuntores 15% para 10%; Chuveiro elétrico
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